E aí, pessoal, tudo bem? Eu sou o Luciano Sewaybricker e esse é o canal “Avesso da Felicidade”.
Hoje a gente vai fechar o ciclo de respostas pra pergunta “Por que falamos tanto sobre a felicidade?”. Chegamos na nossa última e derradeira resposta e esse é um motivo de muita alegria. Notem que é alegria e não felicidade. Eu evito usar felicidade pra não gerar polêmicas e piadinhas do tipo “mas o que você quer dizer com “felicidade”?”. Prefiro inclusive congratular as pessoas no aniversário delas ao invés de desejar felicidade. Pois é… será que alguém com menos de 70 anos diz “congratulações” além de mim?
Bom, nos últimos dois episódios falamos sobre o papel da publicidade e da ciência nessa “invasão”, digamos assim, da felicidade em nossas vidas. E eu falei que esses dois movimentos, da publicidade e da ciência, aconteceram em paralelo, se influenciaram e potencializaram, sobretudo pelas décadas de 70 e 80.
No episódio de hoje, a gente vai olhar pra essas mesmas décadas e contar a história da felicidade a partir de uma perspectiva mais abrangente, que engloba o que acontece na ciência e na publicidade. A gente vai olhar para o processo de simplificação da felicidade. Ou seja, a ideia de que falamos tanto sobre a felicidade porque o significado dela foi simplificado.
Se antigamente a felicidade era assunto para debate entre poucos, somente os sábios, hoje em dia ela é discutida e mencionada por todo mundo. O Platão, inclusive, falando sobre a complexidade da felicidade, dizia que ser feliz era se tornar como um Deus em terra. E que só o seu mestre, Sócrates, havia conseguido tal feito.
Eu me pergunto o que o Platão acharia de terem vendido Prozac dizendo que era a pílula da felicidade.
Mas você, naturalmente, pode estar se perguntando duas coisas:
- “Por que a simplificação leva a gente a falar mais sobre a felicidade?” e
- “quem disse que a felicidade tá ficando mais simples?”
Vamos começar pela primeira dessas perguntas
Argumento 1: simplicidade
O que você acha que aconteceria se eu andasse pelas ruas de são paulo eu perguntasse pra 100 pessoas aleatoriamente o que elas têm a me dizer sobre a teoria da relatividade? Quantas pessoas pessoas teriam algo a falar e por quanto tempo elas falariam? Agora, se eu perguntasse pra essas mesmas pessoas sobre, digamos, o que elas têm a me dizer sobre café. Quantas delas teriam algo a dizer? E importante, as pessoas não precisariam dizer algo interessante, mas simplesmente conseguir dizer sobre.
Ou então, você pode fazer o seguinte experimento pra quando a quarentena acabar. Chama seus amigos pro bar e pergunta, despretensiosamente, sobre a teoria da relatividade. Cronometre quanto tempo a conversa vai durar. Um tempo depois, também despretensiosamente, pergunta sobre café. Se eles não te ignorarem, porque as duas perguntas são meio estranhas, aposto que a o café vai gerar uma conversa em que mais pessoas vão participar e, consequentemente, será mais longa.
O que eu quero mostrar com esses exemplos é que quanto mais complexo for o objeto de uma conversa, mais difícil é falar sobre ele. Você precisa introduzir o tema, explicar, re-explicar. Pra mim, por exemplo, é infinitamente mais fácil falar sobre o Einstein, o cabelo dele, a famosa foto dele mostrando a língua, do que da teoria da relatividade que ele propôs. Dá trabalho só pra começar a entender o assunto.
Quando o Jeremy Bentham (que a gente mencionou no episódio anterior) tentou definir a felicidade em termos de prazer e sofrimento, ele estava operando uma simplificação da felicidade. E ele fez isso justamente porque essa simplificação ia ajudar ele a encontrar a felicidade mais facilmente, tão facilmente que seria possível medir.
O que o Bentham propôs é muito diferente, em termos de complexidade, da felicidade proposta pelo Aristóteles: pro Ari, os prazeres também contavam, mas também contavam a participação política, as virtudes, a posição social ocupada, os valores de uma comunidade… ou seja, você vai ter que considerar tudo isso pra debater sobre o tema. Dizer, por exemplo, se você é feliz ou não fica bem mais complicado se você for pró Aristóteles do que se for pró Bentham.
Hoje em dia, nas pesquisas científicas, é muito comum encontrar algumas simplificações na interpretação da história da felicidade. Essa simplificação é parte necessária pra conseguir operacionalizar esse objeto complexo demais. Por exemplo, é muito comum que autores expliquem a história da felicidade na filosofia a partir de duas grandes correntes antagônicas, que eles chamam de corrente eudaimônica e corrente hedônica. Em linhas gerais, nessa explicação, a corrente eudaimônica é associada ao Aristóteles e à ênfase que ele depositava nas virtudes; enquanto que a corrente hedônica é mais comumente associada ao filósofo grego contemporâneo de Aristóteles, Aristipo de Cirene, e à ênfase nos prazeres a todo e qualquer custo.
Mas, embora, essa simplificação torne mais fácil o processo de falar sobre a felicidade, temos alguns problemas aí:
- Tanto Aristóteles quanto Aristipo usavam a palavra “eudaimonia” e não entendiam ela de forma tão diferente assim. Eudaimonia era razoavelmente similar pra ambos. Mas o Aristipo defendeu que havia algo mais valioso que a eudaimonia, os prazeres. Pro Aristipo os prazeres (vividos no presente) eram mais importantes do que a eudaimonia (que ele entendia ser a avaliação da vida com referência no passado).
- Esse é um dos problemas. Tem um outro que é o fato de o Aristóteles ter defendido a necessidade dos prazeres pra eudaimonia. Só uma vida valorosa, sem prazeres, sem sorte, não funcionava.
- Ou seja, o Aristipo e o Aristóteles não negavam seus opostos, mas davam pesos diferentes para as coisas (por N razões que não vêm ao caso aqui).
Falar que eudaimonismo e hedonismo se opõem é uma simplificação das ideias desses filósofos. Mas que, de todo modo, nos ajuda a falar com mais facilidade sobre o assunto.
Argumento 2: familiaridade
Mas não é só a simplificação que faz a gente falar mais sobre um assunto. A familiaridade também é muito importante, até porque a gente fala muito sobre temas complexos pacas, como a justiça. Essa familiaridade, portanto, pode se dar de duas formas diferentes.
A mais comum é a familiaridade com aquelas coisas que estão ao nosso redor, com as quais a gente tem contato na nossa vida, que a gente nomeia e identifica com razoável precisão via nossos órgãos do sentido. O café, do exemplo anterior, além de simples, também é familiar nesse sentido. A gente tem uma definição clara do que é o café: é a fruta do cafeeiro e também o nome dado pra bebida feita com o pó da semente do café. Você consegue experimentar sensorialmente o café: você vê, cheira, toca, bebe. A chance de eu nomear algo como café e você não entender, não saber a que estou me referindo é pequena. Eu até posso jogar um grão de café em você, se eu quiser.
Agora, eu posso falar que foi justo eu ter jogado esse grão de café. Eu reconheço justiça em meu ato. E suspeito que você não vá concordar comigo. Você vai achar o ataque com grão de café injusto. Ou seja, o que eu percebo como justiça é diferente do que você percebe.
No caso da justiça temos nosso segundo tipo de familiaridade, é a familiaridade com objetos complexos, ou o que vou chamar de familiaridade com “temas”. No caso da familiaridade com temas, não há uma precisão em relação ao que são essas coisas, mas, ainda assim, a gente tem bastante contato com elas. A gente sabe, de um modo abstrato, quando estamos falando ou não sobre o tema mesmo que não concordemos exatamente quanto ao perímetro dele.
Além da justiça, outro exemplo bom pra esse tipo de familiaridade é Deus. Taí um objeto tão polêmico e debatido na filosofia e no dia-a-dia quanto a Felicidade. No caso de Deus, acho que todo mundo já se perguntou e já conversou com outras pessoas sobre a existência ou não de Deus. Se você perguntar no bar pros amigos, com certeza vai dar uma conversa extensa.
Esses temas que são familiares o são porque ouvimos sobre eles desde pequenos e em diferentes contextos, lugares… na prática religiosa familiar, em filmes, em livros. De tanto ouvir, a gente vai dando um contorno pra esse tema abstrato. Assim, a gente desenvolve essa familiaridade mesmo que não tenhamos a experiência concreta, em “carne e osso” com Deus, por exemplo.
A familiaridade fez, por exemplo, que o apelido do Prozac, pílula da Felicidade, não tenha sido percebido como bizarro. O que se deu foi algo mais ou menos assim, “Eu não sei exatamente o que é Felicidade, mas acho que ela pode ter relação com esse remédio.” A repetição de um tema complexo ajuda nesse sentido.
Mas, embora essa familiaridade com temas ajude a publicidade a associar produtos a felicidade, o que a ciência deseja não é a familiaridade do tipo da Justiça, mas a do tipo do café. Afinal, o projeto é conseguir medir e produzir felicidade! É preciso que felicidade seja mais como café do que como Deus, pra medir e produzir. E o que vai mudar o status da felicidade de tema abstrato para objeto concreto é a simplificação que a gente falou antes.
O Immanuel Kant, filósofo do século 18, já tinha dado essa dica. Ele achava que felicidade era um estado que vinha a partir da satisfação de todos os desejos e, por essa razão, era um objeto que nem valia a pena perder tempo discutindo.
Abre aspas pra ele:
“Quanto mais nos debruçamos no objetivo de aproveitar a vida e ser feliz, mais nos distanciamentos do verdadeiro contentamento”.
Fecha aspas.
Pro Kant, já que nunca ninguém vai nunca conseguir satisfazer todos os desejos, qualquer tentativa de discutir a felicidade seria uma tarefa fadada ao fracasso. Seria parecido com a ideia de Deus ou justiça. A gente nunca vai saber com precisão o que é. Cada um vai falar uma coisa diferente, vai dar briga no almoço de família no domingo… vão te ensinar a não falar sobre sobre felicidade porque é feio. Ou, pra usar o termo do próprio Kant: pelo fato de a felicidade não ser um objeto empírico, melhor deixar ela de lado e ignorar.
Retomando. Então, tanto a simplificação quanto a familiaridade ajudam a gente a falar mais sobre um tema. Mas, no caso da felicidade é necessário que as duas coisas aconteçam. Se pra publicidade a familiaridade já é suficiente (não é o ideal, mas é suficiente), como no exemplo do Prozac, pra ciência é a simplicidade que interessa.
Agora vamos olhar pra segunda daquelas questões lá do início do episódio: quem disse que a felicidade tá ficando mais simples?
A gente já falou do caso do Aristóteles e do Aristipo, de como a complexidade filosófica da felicidade acaba sendo simplificada. Mas tem ainda alguns outros vestígios desse processo. Uma pesquisa de 2012 bem interessante liderada pelo Shigehiro Oishi, que é professor de psicologia social na Universidade de Virginia, acompanhou as mudanças do verbete “felicidade” (na verdade, happiness) nos dicionários Webster nos EUA desde 1850. Dois pontos de destaque nessa pesquisa:
- Primeiro: a palavra “bem-estar” foi associada à felicidade pela primeira vez no dicionário de 1936. Até então, felicidade era preponderantemente explicada como sorte ou algo fortuito, que é um sentido direto da raiz “happ” da palavra happiness, ou mesmo do latim “felix”, raiz de felicidade. Ou seja, em 1936, ganhou relevância a ideia de a felicidade ser sentida (como bem-estar ou mais como o café), versus felicidade como algo etéreo, que acontece com a gente, tal qual a sorte, o acaso. A felicidade se torna mais “empírica”.
- Segundo: em 1961 a felicidade como bem-estar se torna mais relevante uma vez que o sentido de felicidade como sorte/acaso passa a ser referido como “arcaico”. A felicidade sentida se torna o significado principal da palavra felicidade.
Abre aspas pros Oishi e colegas:
“Com o tempo, contudo, o conceito de felicidade proposto por Thomas Jefferson e os outros pais da declaração da independência, de que felicidade é algo que se pode perseguir, tomou conta. Essa mudança foi refletida pela primeira vez na edição de 1961 do dicionário Webster.”
Fecha aspas.
Além da simplificação e familiarização da felicidade refletida no dicionário, dá pra observar isso na quantidade de testes e medidas de felicidade. O Ruut Veenhoven, sociólogo holandês e um dos pioneiros no estudo científico da felicidade, lidera um projeto bem interessante chamado World Database of Happiness, que é uma plataforma online de agrupamento e organização de informações científicas sobre felicidade. Entre outras coisas, eles organizam diferentes instrumentos de avaliação da felicidade. Por enquanto eles já têm mais de mil e duzentos instrumentos. Mil e duzentos!
Livros em geral também dizem sobre estado de simplificação e familiaridade da felicidade. Principalmente quando esses livros falam de estratégias, dicas, passos pra alcançá-la. No livro do Darrin McMahon, Felicidade: uma história, ele faz uma lista:
- 14.000 razões para ser feliz
- 33 momentos de felicidade
- 1000 caminhos para a felicidade
- 101 caminhos para a felicidade
- Felicidade infinita
- Felicidade absoluta
- Felicidade interminável
- Felicidade duradoura
Outra coisa divertida é brincar com o Google Trends, que te mostra a quantidade de buscas e palavras associação a essas buscas no Google. Pra eu não ficar aqui cuspindo um mundaréu de números, deixa eu me ater ao básico. Primeira coisa, a busca por felicidade no mundo (na verdade, happiness) aumentou 84% entre 2004 e 2020. Concretamente, a busca pela felicidade quase dobrou de tamanho! Já bem-estar (e aqui eu estou considerando para as diferentes grafias do inglês wellbeing) aumentou 291%. Quase triplicou!
Sinais de que está ficando mais fácil falar, discutir, perguntar, responder sobre felicidade. Quanto mais familiar e simples for algo, mais falamos sobre ele.
O fato de a felicidade parecer tão possível e presente no nosso dia a dia faz a gente não estranhar quando ouve falar de pílula da felicidade, hormônio da felicidade, ranking de países felizes etc.
Um outro jeito de olhar pra esse processo de simplificação é do ponto de vista político: se o significado de felicidade está sendo simplificado e ela ficando mais familiar, é lógico assumir que o próprio significado de felicidade tá mudando. E para pra pensar: a gente não está falando de uma mudança na definição técnica do que é café gourmet ou café especial. A gente tá falando de uma mudança no significado daquilo que todo mundo deseja, daquilo que move todas as pessoas. Daquilo que, se você oferecer pra alguém, ninguém vai negar.
Essa transformação da felicidade, portanto, não é uma transformação desinteressada. Ela é de interesse amplo, e, pela amplidão, tem implicações econômicas (como a publicidade evidencia) e também políticas (como a ciência evidencia).
Deixa eu ler um trecho em que o sociólogo William Davies fala sobre isso.
Abre aspas pra ele:
“O que está claro é que aqueles com as tecnologias pra produzir fatos sobre a felicidade estão em posição de considerável influência, e que aqueles com poder estão sendo seduzidos cada vez mais pelas transformações possíveis com essas tecnologias.” (DAVIES, p.5)
Fecha aspas.
Ou seja, se felicidade é aquilo que todo mundo deseja, independentemente de ser simples ou complexa, quem está em posição de influenciar no significado de felicidade tem muito poder. Esse lugar de credibilidade é o da ciência, majoritariamente, mas também dos governos. Bom, talvez não no Brasil… Mas em muitos países, políticos respeitados têm liderado projetos pra acompanhar índices e produzir felicidade. E nesses projetos sempre vai haver uma definição do que é felicidade, como na famosa Felicidade Interna Bruta do Butão.
Imagina só se, de repente, o mundo inteiro parasse pra ouvir de você a resposta pra pergunta “o que é felicidade?” . Logicamente que o mundo sabe que você vai ter uma excelente opinião, já que você ouviu todos os episódios do podcast até aqui. O ponto que eu quero chegar é: se você falar que felicidade envolve jogar futebol, vai ter um número grande de pessoas que vão começar a praticar futebol, políticos e times vão ter uma justificativa pra retomar o campeonato no meio de uma pandemia, as grandes marcas vão ver um aumento de venda de bolas, chuteiras, uniformes…
A influência no significado de Felicidade pode moldar o comportamento de muita gente e gerar dinheiro e poder pra algumas delas. Segue um exemplo exposto por Darrin McMahon.
Abre aspas:
“(…) alguém não precisa ser cínico pra apontar que livros que prometem a “felicidade autêntica” vão, invariavelmente, vender mais cópias do que aqueles que enfatizam a futilidade de querer tanto.” (McMahon, 2006, p.477)
Fecha aspas.
Mas a gente pode ter alguns problemas com essa transformação, porque, se o significado de felicidade é simplificado, logicamente que pessoas vão se dizer mais felizes, vão se perceber mais felizes. É lógico: a felicidade se torna perseguível, eu vou conhecer os critérios claros e objetivos para ser feliz, poderei fazer testes que vão me dar uma nota de felicidade.
Mas isso não significa que essa felicidade simplificada-familiar é a mesma que historicamente povoou as discussões filosóficas. Não dá pra dizer que ela é equivalente à felicidade aristotélica, por exemplo. E aí há um risco grande de frustração: as pessoas vão começar a se dizer e perceber felizes, mas vão continuar se sentindo mal, vão sofrer com um vazio incômodo e ficar com um nó na cabeça… “mas eu sou feliz…. Segui todos os passos, fiz o teste que me disse que sou feliz… O que me falta? O que eu tenho de errado?”
Vou dar um exemplo do que está rolando.
Imagina que você tenha que ler alguns livros. Talvez pra algum clube do livro ou pra algum tipo de vestibular ou concurso. Imagina se, com preguiça ou por falta de tempo, você não leia todos os livros, mas só os resumos. Daí, sistematicamente, você faz o seu próprio resumo dos resumos e compartilha com alguns colegas do clube do livro ou que estejam se preparando pro mesmo concurso que você. Esses colegas, mais preguiçosos ainda e com menos tempo ainda, fazem o resumo do seu resumo dos resumos e compartilham com algumas outras pessoas… Depois de um tempo, o que vai sobrar nesse resumo do resumo do resumo dos resumos? Um tweet?
Vai ser super fácil falar sobre esse super resumo, decorá-lo, estudá-lo. O problema é que, apesar da familiaridade e simplicidade, esse resumo não vai ter muita relação com os livros originais.
Com a felicidade rola algo parecido. Para associar a felicidade aos produtos, não importa a profundidade filosófica e existencial da felicidade. E pra pesquisa científica, se o que se preza é a capacidade de medir com precisão, também não interessa a profundidade filosófica e existencial. Na verdade isso só atrapalha. É melhor que a felicidade seja simples, facilmente realizável, possível, identificável… felicidade como um tweet, seja como café…
Em meio a essa simplificação, até quando será que a felicidade vai atrair tanto interesse? Será que em algum momento ela vai deixar de ser valorizada?
Com isso, encerramos nosso ciclo de quatro respostas pra pergunta “por que falamos tanto sobre a felicidade?”. Passamos pelas respostas de que é “porque somos menos felizes hoje”, que é “por causa da publicidade”, “por causa da ciência” e, hoje, “porque simplificamos a felicidade”.
Pra fechar, vou deixar você com trecho do filme baseado no livro Guia do Mochileiro das Galáxias, do inglês Douglas Adams.
“Seres pandimensionais, ficaram de saco cheio das questões existenciais e desenvolveram um computador super potente. (…) A resposta à questão fundamental da vida, do universo e tudo mais é …. 42.”
E, como sempre, compartilha comigo suas reflexões e aproveita para deixar seu comentário sobre o episódio no twitter, @lusbricker. @ L-U-S-B-R-I-C-K-E-R
Até o próximo episódio.
