Episódio 14 – Dá pra medir a felicidade? I de III

Esses dias eu estava fazendo uma apresentação em um congresso de Psicologia Social e Felicidade e um pesquisador americano me perguntou, um tanto indignado, “então quer dizer que não dá pra medir felicidade?”.  Então, é em homenagem a ele e a pergunta indignada esse pacote de 3 episódios.

Será que dá pra medir a felicidade? Um fato é que tem uma galera que já está medindo. Se você der uma consultada no World Database of Happiness, organizado pelo Ruut Veenhoven (2021), sociólogo holandês que estuda felicidade desde os anos 80, lá consta uma lista com mais de 2851 tipos diferentes de instrumentos para medir felicidade. Ou seja, se já tem um monte de instrumento, supõem-se que dá pra medir, supõem-se que cada um desses instrumentos gera alguma medida de felicidade. Bom, então a gente precisa responder a pergunta do episódio com algumas outras: faz sentido medir a felicidade? É rigoroso medir a felicidade? Qual a consequência de medir a felicidade?

Nesse episódio aqui, o primeiro dos 3, a gente vai focar no problema da definição da felicidade; no segundo, a gente vai falar dos problemas dos instrumentos de avaliação da felicidade; e no terceiro e último, eu vou contar umas fofocas do mundo da Psicologia Positiva. Quer dizer, vou falar de alguns casos emblemáticos e problemáticos da tentativa de medir felicidade e outros temas próximos.

Então comecemos.

Pluralidade de definições

Pra medir qualquer coisa, a gente precisa de uma definição, né? Por exemplo, se eu te pedir para medir a escarabuleusca, a primeira coisa que você vai me perguntar é “o que diabos é isso?”. Não vai adiantar você ter o laboratório da Nasa à sua disposição se você não souber o que é escarabuleusca. Se você ouviu os episódios anteriores, você já deve imaginar onde eu quero chegar com isso. Tem tantas definições diferentes de felicidade que talvez não seja muito rigoroso a gente tratar como se houvesse consenso sobre o que ela consiste. O filósofo americano Dan Haybron (2005, p.289) define felicidade como um condição psicológica ou um estado mental; já a filósofa inglesa Julia Annas (2004, p.45) define felicidade como uma classificação de que a vida como um todo vai bem; já a professora de psicologia em Oxford, Elaine Fox (2008, p.23) define a felicidade como uma emoção; o influentíssimo Ed Diener (1984) propôs que felicidade (que ele preferiu chamar de bem-estar subjetivo) só poderia ser definida por cada pessoa… embora ele tenha definido (vai entender…); já a psicóloga Carol Ryff (1989) entendia que a felicidade era a combinação entre 6 fatores, como autonomia, auto aceitação e outros.

Só nesse apanhado a gente tem felicidade como uma definição pessoal, como uma definição rígida, como um estado mental, uma avaliação da vida como um todo e uma emoção. São coisas bem diferentes e que deveriam ser avaliadas de formas bem diferentes. Não à toa, os mais de 2851 tipos diferentes de instrumentos para medir felicidade listados no World Database of Happiness medem coisas muito distintas de formas muito distintas. 

A minha visão sobre essa bagunça e a lista que não para de crescer de instrumentos de mensuração da felicidade é que a gente tá vivendo uma briga, às vezes cordial, às vezes não, sobre o que é e para onde olhamos para medir ela. Mais pra frente eu vou falar melhor sobre isso, mas parte dessa briga é porque querem medir a escarabuleusca antes de estudarem ela com calma, profundidade, rigor… antes de estudarem qualitativamente esse objeto.

Minha definição

Então deixa eu aproveitar que você já está aqui, me ouvindo, pra eu compartilhar como eu entendo qualitativamente esse objeto “felicidade” e porque essa definição vira do avesso essa ideia de medi-la. E sei que, falar isso depois de eu dizer que falta calma, profundidade e rigor pode parecer bem prepotente. Talvez seja… você me manda uma mensagem depois e diz o que acha. Mas, ó, em minha defesa, não é que eu tirei essa minha ideia de felicidade da cartola, ela é o resultado do meu mestrado e do meu doutorado, que dá pra baixar em teses.usp.br, e continua sendo revisitada desde então.

Pensando na história dessa ideia, felicidade, naquilo que faz a gente querer essa coisa sem saber bem o que é, eu resolvi propor uma definição abrangente. Quer dizer, uma definição que engloba toda essa bagunça em torno da felicidade. Então, eu gosto de dizer que felicidade é “aquilo que determinada pessoa entende, consciente ou inconscientemente, ser a melhor forma de se viver”. Ou seja, felicidade não precisa ser uma grande teoria e nem estar clara para a pessoa que fala sobre ela; quando se fala da felicidade, quem quer que seja, se está falando sobre uma determinada compreensão de qual é a melhor forma de se viver.

Alguém falou que seria mais feliz se ganhasse na mega sena… Em alguma medida essa pessoa está dizendo que mais dinheiro a aproximaria do que ela acha que é uma vida melhor. Se isso vai mesmo acontecer, se o dinheiro é a coisa mais importante de todas, não importam nesse caso. O que essa pessoa entende ser uma vida melhor parece ser uma vida com mais dinheiro. Ou então, quando o Marquês de Sade propôs que a felicidade seria resultado de muitas experiências prazerosas, ele estava dizendo, de um jeito ou de outro, que, para ele, uma vida melhor era uma vida guiada pelos prazeres. Mesma coisa vale para as trocentas definições de cientistas contemporâneos.

Mas acho que dá pra sacar, nessa definição, que eu tô assumindo que a felicidade é uma coisa que a gente não consegue pegar… Ela se transforma com o tempo, ela varia naquilo que cada um entende… a história da filosofia é uma bela evidência disso e a nossa própria experiência também… o quanto muda a resposta que a gente dá pra pergunta “o que é felicidade?” ou os critérios que a gente usa para responder outra pergunta “você está ou é feliz?”. Mas dá pra defender essa mudança/volatilidade da felicidade por um raciocínio lógico. O pensamento sobre “a melhor vida possível” sempre vai envolver um contraste entre a minha vida “real” e a vida ideal. O problema é que a vida ideal está no futuro, ela é resultado da imaginação. A gente nunca sabe tudo que a gente pode ser, tudo que pode acontecer, como as coisas vão desenrolar pra gente… por essa razão que esse ideal é turvo e vai a gente precisa ir ajustando o tempo todo. 

E ainda bem que a gente não tem essa definição do que significa ser humano e uma direção clara de qual seria a vida ideal (a concretização da definição de ser humano). Se tivesse, ia ser um saco… você ia comprar um manual sobre como viver a vida, seguir os passos descritos e pronto. Parabéns, você agora tem uma vida bem chata. Provavelmente, a gente iria começar a fazer exatamente o oposto só porque a gente pode.

A felicidade então, no fim das contas, vai ser sempre uma tentativa de dizer sobre qual a melhor forma da gente viver, tendo como referência esse ideal transitório. Cada um vai ter uma resposta diferente pra isso, porque cada um vive uma vida recheada de experiências únicas e porque cada um se vira do jeito que pode pra tentar montar essa imagem impossível da vida ideal. Alguns, vão ter uma resposta mais frágil, mais volátil. Outros vão ter uma resposta mais duradoura, mais influente (tipo o Aristóteles, os Ed Diener). Por vezes a gente pode colocar mais peso no prazer, outras na ética, outras na paz de espírito, nos amigos, na relação com o divino e por aí vai.

Saúde

Mas, pra eu não ficar enfiando goela abaixo essa ideia de felicidade, porque, na real, você não precisa concordar com ela 100% pra sacar que tem alguma coisa errada com o afluxo de mensurações da felicidade, deixa eu fazer um paralelo com a Saúde. Isso vai ajudar a entender essa escarabuleusquice da felicidade.

Saúde é uma coisa estranha. Agora, na época da pandemia, a gente deseja saúde pras pessoas e fica preocupado com a própria saúde, mas chega de noite e pede batata frita e hambúrguer no delivery. Você talvez pense “ah, nada demais isso…” e justamente esse é o ponto-chave! Saúde é uma coisa que a gente quer e fritura não faz bem pra saúde, mas a gente acaba comendo fritura mesmo assim… Por quê?

Porque, parecido com a felicidade, a gente não tem uma definição clara do que é saúde, do que é essa coisa que a gente deseja pros outros e quer pra gente. A OMS, por exemplo, define saúde como “perfeito bem-estar físico, mental e social”. Lindo, né? Agora, o que isso significa na prática não tá claro… daí isso dá margem para, por vezes, a gente comer uma asinha de frango frita pelo bem-estar mental, sabendo que o bem-estar físico talvez fique meio na dívida.

O que é considerado saúde ou o que é uma pessoa saudável vai mudando bastante (do mesmo jeito que felicidade). A sua avó, provavelmente, acha que você comer até flertar com a obesidade, ter as bochechas gordas e não caber direito na roupa é sinal de saúde… Na Idade Média européia provavelmente concordariam com sua avó. Como o historiador francês Georges Vigarello conta no livro “Metamorfoses do Gordo” (2012), numa época de fome generalizada, a pessoa com “anatomia maciça”, pra usar a expressão do Vigarello, não só demonstrava ter poder e riqueza, como também indicava que estava muito menos vulnerável a várias doenças resultantes da desnutrição.

E hoje em dia tem muita gente que diz sobre barriga negativa… que isso é sinal de um corpo saudável… durante muito tempo, as modelos magérrimas não eram percebidas como flertando com um problema sério de saúde. Ou seja, a saúde tem uma dimensão cultural importante. Vai variando de tempos em tempos, de pessoa pra pessoa e até para uma mesma pessoa… O que aparece no cinema interfere, a publicidade interfere, as fotos no Instragram intereferem… 

A pior coisa de todas é em relação ao café. Tem hora que café faz bem pra saúde (o que eu concordo plenamente), tem hora que faz mal pra saúde (o que é um absurdo). Se até com café não tem consenso, não é estranho que o modo como a gente vai agir em relação à saúde acabe sendo meio bagunçado, errático. A sua tia Margarete vai no médico. “Olha dona Margarete, a sua glicemia está alta, você precisa cortar o doce”. O que a Margarete faz? Chega em casa e come um doce. Que se lasque a recomendação médica.

Já que falar de saúde em geral não dá muito certo pela sua vaguidão, o que acaba sendo mais praticado quando se fala do cuidado à saúde é tratar de temas mais específicos, que têm maior consenso. Por exemplo, vão falar de partes do corpo que não estão funcionando bem, que não parecem saudáveis. No caso da tia Margarete é a glicemia que não está, digamos assim, saudável, não é a Margarete inteira. São as veias que tão entupidas, é o pulmão que está fraco e por aí vai.

“Ah, mas meu guia espiritual me disse para tomar 3 litros e meio de água pela manhã para minha saúde”. Beleza, talvez seu guia espiritual ou a sua orientação espiritual/religiosa tenha uma outra definição de saúde. Mas aposto que eles não tentam medir essa saúde. O que é bem diferente de quando a gente olha para a saúde do ponto de vista da ciência.

Ao invés do médico dizer que você precisa tomar mais água para sua saúde, ele vai dizer antes, que você precisa tomar para que seu rim funcione direito, para que, sei lá, você não tenha pedra no rim. Isso só não vale para médico que receita cloroquina pra covid, nesse caso eu não sei o que é que eles tão praticando, mas não é ciência.

É por essa razão que aqueles avisos no verso dos maços de cigarro não têm escrito “causa problemas à saúde”, mas sim “causa doença vascular”, “causa impotência sexual” e etc. Porque tem gente de monte que acha que o cigarro faz bem pra saúde, digamos, mental e social… vão dizer que o cigarro acalma, que o momento do cigarro com colegas é importante, que cigarro com café é de outro mundo. Não estou incentivando ninguém a fumar, beleza? Eu não gosto de cigarro e não curto o cheiro e imagino que ele estrague o café. Taí minha opinião 

Saúde e Felicidade

No caso da felicidade a ideia deveria ser parecida. Se há muita volatilidade naquilo que se considera felicidade, melhor seria medir aquilo que está dentro de seu campo semântico e tem mais concretude. Por exemplo, otimismo, gratidão, perdão, prazer, satisfação com a vida e por aí vai. Isso não significa que não tenha discordância no que significa cada uma dessas coisas. Tem debate e bastante mudança também nesses temas mais específicos. Mas o importante é que tratar do específico vai ser muito mais promissor para se alcançar consenso mínimo e uma mensuração rigorosa do que querer em relação a temas tão amplos como saúde e felicidade. A discussão sobre o que é otimismo é muito menos problemática do que sobre felicidade.

Exemplo de Deus

Vamos pensar em um outro exemplo. Imagina que eu queira medir um objeto tão ou mais complicado quanto a felicidade, tipo Deus. Quer dizer, eu suponho que medir Deus seja meio complicado, nunca tentei, mas, bom…

Como eu não vejo Deus por aí, não dá pra eu usar algum tipo de instrumento relativo ao mundo físico… um termómetro, um raio X, uma régua… Eu precisaria, então, me valer de uma medida mais abstrata. Eu poderia perguntar para todas as pessoas do mundo, “de 0-10 quanto que elas sentem Deus na vida delas”, que é um tanto parecido com o que rola com a felicidade. Eu teria nas mãos mais de 7 bilhões de respostas tabuladas no seu excel. O que as respostas dessas pessoas vão significar?

Significa que estão dando um número para a intensidade de uma mesma coisa, o mesmo Deus? Não… Deus é entendido de formas muito diferentes… e a correspondência numérica das intensidades também. O fato de eu conseguir 7 bilhões de medidas numéricas significa que eu consegui medir Deus? Também não. Seria um absurdo eu dizer que 7.1 é o correspondente a Deus nessa escala; do mesmo jeito que seria absurdo eu afirmar que Deus está, de fato, mais presente na vida das pessoas que escolheram um valor mais alto na escala.  

O que todas essas respostas vão significar, no fim das contas, é que eu pude medir “a escolha numérica das pessoas diante da pergunta sobre o quanto sentem Deus na vida delas”. É uma porcaria de conclusão perto da expectativa de medir Deus, mas, rigorosamente, é o que eu posso afirmar. E apesar de não ser a medida de Deus, dá pra aprender um monte de coisa. Eu posso pensar na relação entre essa medida e a religiosidade; posso comparar respostas entre pessoas e as diferentes religiões e crenças; posso me aprofundar e entender em quais momentos as pessoas mais sentem Deus na vida delas… sei lá, várias coisas.

Conclusão sobre o objeto

E, depois de toda essa história, é por isso que não dá para medir felicidade. Porque felicidade tem um quê de escarabuleusca. Quando falam que estão medindo felicidade, é para se levantar a sobrancelha… ah, é? Que felicidade é essa então? Que instrumento está usando? Por que eu deveria considerar isso felicidade?

Mas deixa eu clarear uma coisa: isso não significa que estou cuspindo na cara de quem faz pesquisa e se propõe a medir felicidade. A gente pode aprender, sim, com esse tipo de pesquisa. Análises do tipo “as pessoas que se avaliaram mais alto no nível de felicidade fazem polichinelo antes do almoço” me colocam para repensar a minha vida. Nem que seja um pouquinho. Como a gente está sempre ajustando essa nossa ideia “da melhor forma de se viver”, essas informações vão nos levar a refletir. Será que eu deveria fazer mais polichinelo? Alguém faz polichinelo hoje em dia? Apesar da importância do senso crítico, de não ler a pesquisa como a verdade sobre a felicidade, a gente ainda pode aprender com ela. Ela só não é rigorosa sobre a felicidade, digamos assim. 

Muito mais rigoroso, por outro lado, é quando a pesquisa se propõe, então, a medir um subtema da felicidade, algum subtema com mais consenso, com mais substância. “Quem faz polichinelo de manhã tende a achar que o futuro será melhor do que o presente”. Essa me parece uma boa medida de otimismo. 

Bom, mas além de apontar o dedo e falar “não é rigoroso”, dá pra ir mais fundo nessa análise da mensuração da felicidade. Pra que se meça essa coisa tão elusiva quanto a felicidade, de duas uma: ou é preciso transformar a felicidade em algo muito mais simples do que historicamente ela foi considerada (até virar algo besta, tosco, que dá pra medir, tipo “sorriso”)… ou então, outra alternativa, é sair medindo sabe-se lá o quê e esperar que as pessoas acreditem nesses números, dar um remelexo na análise dos dados produzidos, inflar, distorcer… ao invés de eu definir e depois medir, eu inverto a ordem: meço para depois definir. Quem sabe uma hora as pessoas acreditam que esses números dizem sobre uma verdadeira felicidade. Uma que a ciência conhece e você, reles mortal, não. 

Eu por exemplo, posso te garantir que usei uma trena pra medir a escarabuleusca 132 vezes. Nessas vezes todas, a média foi 127,3 centímetros, com desvio padrão de 1,3 centímetros. Por que diabos você deveria achar que essa informação vai te ajudar a saber mais sobre o que é escarabuleusca?

Mas daí esse vai ser um assunto para explorarmos melhor na segunda parte desse episódio.

Pra fechar e dar uma pitada do que está por vir, uma frase da pesquisadora inglesa Sara Ahmed (2007): “Ao invés de assumir que a felicidade está onde a encontramos, nós podemos argumentar que ela está onde esperamos que ela esteja, mesmo quando ela é percebida como ausente”. 

Quando tiver um tempo, dá um pulo na página do podcast, avessodafelicidade.com, lá você vai encontrar o contato pras minhas redes sociais, sugestões de leituras, a transcrição dos episódios e outras coisas mais.

Até o próximo episódio!

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Referências: 

Annas, J. (2004). Happiness as achievement. Daedalus, 133(2), 44-51.

Brown, N. J. L., Rohrer, J. M. (2020) Easy as (Happiness) Pie? A Critical Evaluation of a Popular Model of the Determinants of Well‑Being. Journal of Happiness Studies, 21, 1, 1285-1301.

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